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Golos Esperados – Quais as Limitações e Modelos?

Perceber as Limitações dos Golos Esperados

1. O Crescimento dos Golos Esperados

2. O que está no Modelo e o que isso nos pode dizer

3. Escolhe o Teu Modelo Com Inteligência

4. Precisamos de Informações Específicas dos Jogadores?

5. Como e quando usar os golos esperados

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A métrica dos golos esperados tem origem nos blogs de análises de futebol para a cobertura mediática nos últimos 18 meses. Enquanto as pessoas são iniciantes ao perceber mais sobre esta métrica e os seus benefícios, parece haver uma falta de consciência relativamente às possíveis armadilhas. Quais são as limitações dos golos esperados? Continua a ler para descobrires mais.

 

1) O Crescimento dos Golos Esperados

 

Antes de começarmos a olhar para as limitações dos golos esperados (xG), vamos primeiro explicar o que são e como se tornaram tão populares. Resumindo, os xG são a medida da qualidade das oportunidades de golo. Diz-nos quanto é que um remate é “esperado” para resultar num golo comparando contra uma larga amostra de remates da posição exata do terreno (mais detalhes podem ser considerados, mas vamos a esse ponto mais tarde)

 

Os golos esperadas são normalmente apresentados numa escala de 0-1 (0 a ser uma falha certa e 1 a ser um golo certo). No entanto, as pessoas podem também referir-se à qualidade de uma chance de marcar golo em termos de percentagem. Iisto é simplesmente o valor de 0-1 xG convertido em percentagem. Um remate com 0.5 xG, por exemplo, deve ser mostrado como um remate com 50% de chances de golo.

 

Enquanto que os xG são excelentes para analisar performance (o que é benéfico para uma equipa de futebol para tentar aprender e melhorar ou recrutar novos talentos), cresceu em termos de popularidade na comunidade de futebol em geral, porque provou ser uma ferramenta preditiva melhor do que as outras métricas usadas normalmente (incluindo remates, diferença de golos e até pontos).

 

2) O que está no Modelo e o que isso nos Pode Dizer

 

Existem vários argumentos contra o uso dos xG. Por vezes isso chega das pessoas que dedicaram algum tempo para aprender mais sobre o assunto, incluindo o seu funcionamento. Infelizmente, estas críticas são feitas por aqueles que acreditam que é simplesmente uma intrusão nas tradições do desporto. Claramente não tiveram tempo para perceber o que significa e como funciona.

 

“O futebol é jogado num campo, não numa folha de cálculo” e “o único número que importa é o resultado depois dos 90 minutos”. Estes são alguns dos exemplos do que é esperado ouvir dos opositores dos golos esperados. No entanto, várias dessas pessoas vão também dizer coisas do género: “ele devia ter marcado dali” e “tivemos azar de não conseguir o resultado” o que é simplesmente uma forma narrativa de algo que os xG vão ajudar (ou não) com o uso desses dados.

 

Embora a narrativa dos golos esperados pareça resultar de um raciocínio sem fundamento e muitas vezes sem lógica, também há algumas limitações quando se usa esta métrica Se estás a pretender usar os golos esperados para teu benefício, particularmente se estás à procura de construir um modelo preditivo para as apostas em futebol, então deixar de reconhecer estas desvantagens pode ser muito prejudicial.

 

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3) Escolhe o teu Modelo com Inteligência

 

Embora não seja necessariamente negativo, é importante reconhecer que não há um modelo universal de golos esperados. Existem inúmeros modelos diferentes de golos esperados. Vários podem ser adquiridos online de graça e cada um desses modelos têm um conjunto de parâmetros que resultam no número final de golos esperados que produzem – um modelo pode dar a chance de 0.52 xG, enquanto outras podem dar a 0.47, 0.58 ou até mesmo maior que 0.60.

 

Qual o melhor modelo de xG, está certamente ligado à interpretação de cada um. É fácil ser enganado ao pensar que mais é melhor quando se fala em construir um modelo. Ir para além do básico como por exemplo a localização do remate, ao adicionar o ângulo relativamente ao golo, a parte do corpo usada para a tentativa, o tipo de assistência, a quantidade da pressão defensiva e a posição do guarda-redes, vai produzir um modelo mais refinado, também abre um debate para demasiadas variáveis no modelo em questão.

 

Embora exista muito ruído (aleatoriedade) no futebol e os xG possam ajudar a eliminar de certa forma esse ruído e passar-nos uma imagem mais clara, à medida que os golos esperados se desenvolvem, corremos também o risco de complicar demasiado as coisas. Adicionar muitos parâmetros a um modelo pode resultar simplesmente em refletir os dados em vez de te dar informações preditivas.

 

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4) Precisamos de Informações Específicas dos Jogadores?

 

Uma das maiores dificuldades dos xG não é o que nos diz, é o que não nos diz. Os golos esperados não contam para jogadores individuais (ou para o seu talento relativo). Embora a maior parte dos modelos seja construído num banco de dados com milhares e milhares de remates, o resultado final, é uma figura média e não uma específica para a pessoa que fez o remate.

 

A falta de informação de jogadores específicos significa que se Harry Kane e Mohamed Sissoko estiverem ambos na mesma posição exata e executarem o mesmo remate, vai-lhes ser dada a mesma chance de xG (mesmo nós sabendo que Harry Kane teria uma maior probabilidade de marcar).

 

Embora a pessoa a fazer o remate seja importante quando se analisa ambas as equipas e as performances individuais dos jogadores, também é importante ver quem está na baliza (outro parâmetro que os xG não conseguem contar).

 

Desta vez, imagina Harry Kane a ter a mesma chance de antes. Kane podia rematar contra o David De Gea ou um guarda-redes da quarta divisão do futebol inglês, mas a probabilidade de marcar seria classificada da mesma forma pelo modelo dos golos esperados.

 

Este problema é destacado pelo facto de alguns jogadores (como Harry Kane) terem superado consistentemente a maioria dos modelos de golos esperados durante os últimos anos. Além disso, alguns guarda-redes (como De Gea, Ederson, Allisson ou Fabianski) ajudam as suas equipas a superarem os golos esperados contra (xGA) durante o mesmo período de tempo.

 

5) Como e Quando Usar os Golos Esperados

 

O outro “problema” com os golos esperados tem mais a ver com a sua implementação do que com a métrica em si. O problema aqui não está relacionado com os golos esperados. Tem mais a ver com as pessoas que os usam. Em suma, os xG não tem qualquer utilidade para apenas um jogo. É mais determinante num certo período de tempo ou numa amostra maior de dados.

 

O futebol é um desporto incrivelmente fluido que muda minuto após minuto. Pode ser o resultado, o número de jogadores em campo, o tempo que falta no jogo, ou o que está em jogo (isto particularmente num jogo de eliminatória). Se (embora seja um caso de quando) os golos esperados forem usados em jogos individuais, os números podem ser enganadores já que os mesmos não contam a história toda ou  dão um contexto importante.

 

É também importante perceber que por mais que os golos esperados sejam úteis, isso não significa que devam ser usados a toda a hora. Na parte inicial da época, todos os dados serão tendenciosos. Apenas uma série de poucos jogos foi feita já que a competição acabou de começar (isto sem considerar o nível dos adversários com quem têm jogado)

 

O sexto jogo de uma época doméstica tem sido frequentemente mencionado como um bom ponto de partida. Este é sem dúvida o ponto onde as tendências começam a formar-se em termos de dados e onde há menos ruído para lidar. Depois desses seis jogos, os xG  começam-se a destacar e a ser mais úteis.

 

Golos Esperados – Utilizados Mais Cedo ou Mais Tarde no Decorrer da Época?

Assim como os golos esperados podem ser usados muito cedo na época, há pessoas que podem argumentar que os mesmos podem ser usados muito tarde (ou pelo menos tarde demais). Claro que precisamos de tempo suficiente para que as tendências se desenvolvam. Ao mesmo tempo, as equipas por vezes podem ter um desempenho acima, ou abaixo contra as expectativas por uma razão particular e aí chega a hora de olhar para além dos dados (em vez de esperar pela regressão).

 

Não existe um número mágico, mas particularmente no terço final de uma época doméstica é aconselhável começar a olhar para os desempenhos reais com mais detalhe (embora ainda a usar os xG para ter informação adicional).

 

Com isto não queremos dizer que os golos esperados não são úteis num período longo de tempo. Os xG ao longo do tempo são uma excelente forma de avaliar as melhorias ou declínios de uma equipa. São particularmente importantes quando um novo treinador ou novos jogadores são contratados. No entanto, embora estes dados possam ser úteis na transição de uma época para a outra, as mudanças dentro da equipa também significam que os dados podem em breve tornar-se redundantes.

 

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Em resumo, os golos esperados são ótimos, mas precisam de ser usados corretamente.

 

Para muitas pessoas, os golos esperados são tão bons como qualquer outra métrica de desempenho no futebol. No entanto, qualquer analista vai estar ciente da importância do contexto e o quão prejudicial pode ser confiar numa métrica particular quando se fala de analisar estatísticas – mais ainda quando é feito jogo a jogo.

 

Qualquer pessoa que use os xG vai estar provavelmente consciente dos seus benefícios, mas também vai saber das suas limitações. Embora os dados que usas sejam uma parte crucial de qualquer modelo, como interpretas os dados é tão ou mais importante. Só com um entendimento completo (isso inclui ambos o bom e o mau) podem os xG ser usados com todo o seu potencial.

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Ibéria

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